Quarta-feira, Abril 22, 2009

Ética em Revista

Muito se debate sobre o que é ético ou não na arquitetura nacional, principalmente sobre o uso do direito intelectual, reservas técnicas, conselhos nacionais que defendam esta ou aquela classe. Mas, em contra partida muitos escritórios continuam exercendo a privação de direitos a outros profissionais que também primam pelo andamento dos mesmos. Inúmeras campanhas foram feitas para a legalização do uso de softwares de uso exclusivo na Arquitetura e Engenharia. Porem, a cada dia mais e mais profissionais aderem ao famoso Piratão a R$ 10,00. Numa corrida desenfreada pela apresentação gráfica para atender ao cliente, colocamos nosso trabalho em uma berlinda. É claro que o investimento em tais programas não se enquadra na realidade nacional. Afinal de contas o retorno de tal investimento faria com que, todos repassassem este ônus para seus clientes, perdendo assim da concorrência que continuaria exercendo sua profissão com softwares digamos genéricos.
Vamos analisar a realidade nacional e ver como nos portamos no passar do tempo, a princípio todos trabalhávamos em Pranchetas, desenvolvíamos nossos trabalhos, passávamos para profissionais treinados e com conhecimento do que estavam fazendo (Projetistas) para detalharem, com isso havia uma interação entre idealizador e executor. Hoje porem, este contato por mais intercambial que seja é feito de forma fria, no máximo por trocas de informação via Messenger®Windows® e como a comunicação pode muitas vezes ser entendida de forma truncada lá se vai dias de trabalho.
Os clientes também por sua vez adotam a teoria nacional do bom e barato. Eles querem o melhor, querem ver seus projetos feitos em 3DStudio Max® e Auto CAD®, mas se tivessem que que pagar o justo preço para manutenção dos mesmo em escritórios de Arquitetura e Engenharia, iriam para o Seu Zé das Couves. “- ele faz baratinho. É só um croqui que quero. Pois, Seu Manoel do Arrebite é que vai construir para mim.”. E com isso continuamos a ver nossas cidades parecendo favelas. Casas sem acabamento, sem o menor conforto e nenhuma estética.
Por outro lado, vem a problemática das reservas técnicas, o assunto mais cheio de burburinho no mundo arquitetônico e que gera uma situação muitas vezes constrangedora entre o profissional e seu cliente. Como ele saberá se você não esta indicando aquele produto por ser mais caro e não porque é o que melhor atenderá a sua necessidade. Mais uma vez nos vemos como joguetes de uma situação. Pois quando cobramos o Preço justo pelo projeto o que incluiria vistas à obra e horas técnicas gastas fora do escritório nosso orçamento é facilmente batido por aquele que nem se preocupa com isso com a alegação de que tiro isso na RT. E muito mais. Claro, que neste ponto passamos até mesmo a acreditar que nosso Oficio é visto como uma brincadeira ou como já ouvi. “É uma profissão de quem não gosta de trabalhar”.
Chegamos no ponto crucial, se todo escritório tiver que pagar pelos softwares, não aceitarmos mais as RT´s que nos são oferecidas de “bom grado” pelas lojas ou mesmo profissionais que não vendessem seu conhecimento a troco de banana. Teríamos bem poucos arquitetos trabalhando solo ou então teríamos um numero bem maior de formados enchendo os quadros de Construtoras. Onde, não exercem sua criatividade a pleno vapor. Agora em nenhuma Cidade da qual passei, Vi os escritórios unirem-se para uma aquisição em massa de Software, visto que a aquisição de uma licença seria caro porem a de 100 ou até 1000, teria um custo bem menor. Também nunca vi lojas serem boicotadas pelo oferecimento de RT´s, nem fiscais serem denunciados por cobrarem “aquele favorzinho” de liberar uma obra que esta irregular pelo PDU. Mas, que com vista grossa ele pode deixar passar.
Isso tudo só demonstra que muitas vezes nos corrompemos e até somos corruptores, esquecendo que para cobrarmos Ética, temos que dar o exemplo. E será mesmo, que vale a pena um escritório de Top de linha que se vende e pousa de digno perante outros? Ou será que a realidade nacional ainda é verdadeiramente de Pranchetas, Papel vegeta e Tinta nankin? Ou ainda que não abandonamos a Velha Escola por uma pseudo-evolução cedo demais? Estas são perguntas que não se calam.

Domingo, Agosto 10, 2008

O Grande Encontro


Não existe na melhor que estar ao lado de um Ídolo. Para mim este momento aconteceu na Ultima sexta-feira. Show de Osvaldo Montenegro, tudo que poderia se pedir de um dia 08/08/08, ante-véspera do dia dos pais. Depois de um show memorável que só um menestrel com este nível pode proporcionar. a oportunidade de estar lado a lado com ele uma grande realização.


Outra coisa foi ver que todo artista sempre tem que ter a sua Musa, Fonte de sua inspiração, no caso dele sua eterna Madalena Salles.

Aqui o encontro de Duas Musas. e assim só mesmo uma letra para concluir.


Sabe, Menino (Ulysses Machado)

Somos nós dois
Os primeiros do primeiro tempo
Do primeiro instante, tão lindo esse instante
Que eu guardei no peito e por dentro
Sabe, menino, é tanta promessa, só vendo
Mas tendo cuidado, que dói na garganta
Mas fere é no peito e por dentro
Somo nós dois
E o pigarro do trago mais rouco
Do mundo mais louco
Dos "ai, quem me dera!"
Dos fins e dois meios, do intento
Sabe, menino
Enquanto existiu o batente batendo na gente
Mostrando que a vida/briga é ser pedra e semente
Nós fomos
É tanta promessa, só vendo
Mas tendo cuidado que dói na garganta
Mas fere é no peito e por dentro.

Sem mais fico por aqui! com a alegria de um dia de Sol. de Travessuras e Metades completas.
Ricardo de Carvalho
O Corvo

Segunda-feira, Janeiro 21, 2008

O Turismo e o Turista

Durante Oito meses....

Durante Quatro meses....

O Turismo e o Turista

Viver numa cidade litorânea tem destas coisas, durante Oito meses ela te pertence, você pode sair tranquilamente de casa, ir a padaria pela manhã, bater um papo comprar seu pão e voltar para casa bem tranqüilo. Pode ir a praia e encontra-la limpa, pronta para você tomar o seu banho de mar, pode ainda contar que vai sentar em uma mesa e ter a certeza de ver pessoas educadas ao seu redor, que tem por habito cumprimentar os outros, e que geralmente são conhecidos ou amigos. E por ai vai as maravilhas de uma vida bucólica.

Ai chegam os Quatro meses de Caos, O turista que sai de sua cidade, vem querendo ser quem não pode ser por lá, a primeira coisa que acontece é que o transito vira um inferno, afinal de contas, ele é projetado para comportar um numero “x” de carros no verão este numero Quintuplica, pois, o turista não sabe andar a pé, ele tem que tirar o seu carro até para comprar picolé na esquina, depois, vai para a praia, afinal de contas o que ele mais quer é isso, ir para a praia, lá ele acha que esta em um chiqueiro, pois, custa estender a mão e jogar o lixo na lixeira e ou na sacola que passam distribuindo, ou o coco que a dona Maria pediu e lá ficou no chão é claro. Fora o desrespeito, ao bem publico, orelhão quebrado, caixa eletrônico, quando não foi vandalisado, tentam levar para casa como recordação do local. Há existe também o famoso –“Pai! Vou pegar o carro para dar um Role”. O que o pai permite, afinal de contas ele quer sossego. Quando o Gentil Garoto não passa nas ruas poluindo-as com o som possante que o papis colocou no carro, comete os mais absurdos no transito colocando aos moradores em risco. Melhor seria, o Pai dar uma 38 com uma bala para ele, pois se fizesse besteira só mataria a um ou a ele mesmo.

Mas, acerdito que isso um dia vai mudar, afinal de contas, são só quatro meses. Logo eles voltam para suas casa, as quais pela demonstração que dão aqui deve ser um verdadeiro lixão, agora entendo porque tantas cidades, estão contribuindo para a produção de gás metano, ele geram tanto lixo que só com usina tremo elétrica para consumir tudo.

E claro existe aquele que sempre é bem vindo, pois, ele não procura empurar os hábitos de seu povo e sua cidade, goela abaixo dos moradores onde visita, ele simplesmente vem procura aprender sobre o local, tira s sua fotos e se vai,, feliz e contente, sabendo que sempre será recebido de bom grado nas cidades onde ele passará suas férias.

Para a felicidade Geral da Cidade onde moro o carnaval este ano vai ser logo, ou seja, só veremos novamente turistas, na semana santa, porem, este em bem menor numero.

Antes de Sair de Férias pense em como vai sua educação, isso, pode evitar muitos transtornos, até mesmo o de que todos da cidade onde você visitou, pensem que na sua casa e Cidade é um lugar porco, desorganizado e fedido.

Bons Ventos e Bons Vôos

Ricardo de Carvalho

Arvore do Corvo

Domingo, Janeiro 20, 2008

Arregaçando as Mangas

Arregaçando as Mangas

O Quintal estava uma zona de Guerra, tudo por fazer e nada sendo feito, como sempre, aquela desculpa do é sábado e não estou com vontade de fazer isso prevalecia. Então numa Bela manhã de sábado atravesso a rua e vou até a loja rural mais próxima. E abasteço a casa com itens que faltavam para cuidar do Quintal: Enxada, Machado, Serra de Poda.... Agora era só pegar no cabo da amargosa de descer a lenha! E lá vou eu Bandana na cabeça, Bermuda de Calça Jeans, Bota e dada a Largada Ricardo vs Quintal. Lá pelas 14h00min já tinha descido metade do quintal e o tempo continuava a ameaça descer aquela água “Raios e Trovões!”, pensava, sempre adorei o Tio do Lino no Castelo Ra tim bum, porem, aquela olhada para o céu e o pedido “Segura que já estou acabando!” decorrido mais algumas horas, aquela sensação de trabalho feito me saltava ao olhos, só tinha ficado á área que vai ser feita a construção, não tem motivo, para tantos cuidados. Agora é o melhor da festa, dar ao Quintal uma cara de Paisagismo, Planta certas, locais prontos para recebê-las e Eu feliz. Então, que venha a chuva. Meu solo esta pronto.

O melhor foi que aprendi uma coisa, quando você esta determinado, nada te impede de realizar os trabalhos do dia-a-dia, mesmo quando isso acontece em meio a Férias, Praia e tudo de bom que rola em um fim-de-semana, Fora que tirar das suas vista ervas daninhas, te traz aquela sensação de alivio, primeiro, Por um motivo estético, coisa que para uma pessoa que trabalha com arquitetura é algo primordial, não dá, para você olhar algo disforme e vê-lo Bonito, o Disforme é, desarmônico, feio, tosco, rudimentar. Segundo, quando você retira do solo uma Erva-daninha, você tem que tira-la pela raiz, para que não volte nunca mais, alem de evitar que suas sementes, caiam no solo, isso evita que elas voltem a brotar. Causando-te toda a dor de cabeça novamente. Geralmente o Quintal nunca é considerado um jardim, porem, é dele que colhemos ervas e condimentos, para a Nossa Alimentação e nossos encantos. Fora que nada melhor que você olhar para uma terra todos desenhada e com suas formas bem definidas.

É isso ai, Agora é a melhor hora, a escolha de mudas sadias e perenes pra que o quintal se desenvolva livre de pragas, claro, que uma o outra sempre aparece, porem, um composto bem seleto de plantas inibe completamente estas ocorrências, e o seu quintal fica feliz e harmônico. Se a praga persiste em aparecer, bom não é ecológico, porem muito eficaz, você pode apelar para o bom e velho Herbicida.

Bons Plantios e Boas Colheitas

Ricardo de Carvalho

Arvore do Corvo

“Verga durante a tempestade, porem, Não sai do solo que à acolhe”

Quarta-feira, Fevereiro 28, 2007

Eu Sei - até um breve reencontro

Assim ela era Feliz em meio as crianças que a amavam e a alegria de estar viva abençoada seja Mãe


Papas da Língua - Eu sei


Eu sei, tudo pode acontecer
Eu sei, nosso amor não vai morrer
Vou pedir aos céus, você aqui comigo
Vou jogar no mar, flores pra te encontrar
Não sei porque você disse adeus
Guardei o beijo que você me deu
Vou pedir aos céus, você aqui comigo
Vou jogar no mar, flores pra te encontrar


You say good-bye, and I say hello
You say good-bye, and I say hello


Não sei porque você disse adeus
Guardei o beijo que você me deu
Vou pedir aos céus, você aqui comigo
Vou jogar no mar, flores pra te encontrar


You say good-bye, and I say hello
You say good-bye, and I say hello

Sexta-feira, Dezembro 15, 2006


Hoje voo mais alto que o Céu
Meu destino!
nem mesmo Eu posso dizer
Sigo rumo ao desconhecido
Um Mundo que sempre desejei
mas nunca o conheci.

Hoje Voo mais alto que o Céu
Para as aventuras que não vivi
Pela gloria de meus ancestrais
Pela Honra de Meu nome.
e Pela simples alegria de saber
Que estou Vivo e Sei que Nem a Morte
Poderá me deter.
pois, a encontrarei de braços abertos.
mas, não agora!

Ricardo de Carvalho